sábado, 14 de agosto de 2010

Opções acessíveis: Chevrolet Captiva Ecotec x Dodge Journey

O Chevrolet Captiva Ecotec foi exibido no Challenge Bibendum, evento mundial organizado pela Michelin em junho no Rio de Janeiro, como exemplo de veículo ambientalmente sustentável. O mérito não deixa de ser louvável, mas a sensação é de que o motor de 2,4 litros não casou bem com o porte deste utitilitário esportivo mexicano.

Não é que o motor 2.4 16V - que gera 171 cv a 6.200 rpm e torque de 22,2 mkgf a 5.100 rpm - não cumpra sua função de conduzir pessoas de casa para o trabalho confortavelmente. Cumpre. Mas a impressão é que falta algo mais apimentado para um carro de proporções grandes - pelo menos para o nosso mercado.

Como veículo concebido para o consumidor norte-americano, o utilitário sempre vai melhor quando tem o propulsor mais forte para dar conta da relação peso-potência. É por isso que também se vende aqui a versão Sport, muito mais acertada com o motor V6.

Mas o fabricante já tem a resposta na ponta da língua. O Ecotec esta aí para atender quem prioriza o consumo. Aqueles que preferirem as fortes emoções podem comprar a versão mais cara. Simples assim.

Em termos de desempenho, o Ecotec ganharia, numa escala imaginária de 0 a 10, nota 6. Mas se fosse avaliado pela sustentabilidade, teria nota 8,5.

Segundo medições realizadas pela General Motors, a versão equipada com motor Ecotec faz 10 km/litro na cidade e 14,9 km/litro na estrada - média combinada de 11,7 km/litro.

Como o motor, a caixa automática de quatro velocidades também não arranca suspiros - está ali para cumprir o trivial. Nota 6.

Internamente, o Captiva oferece bom espaço para pernas, cabeças e braços tanto para passageiros quanto para o motorista. O painel muito bem resolvido oferece fácil acessibilidade e visualização dos instrumentos. De série, o sistema de áudio produz som bem equalizado.

Com 821 litros, e podendo ir a 1.586 litros com rebatimentos dos assentos traseiros, o veículo oferece razoável índice volumétrico para malas e demais objetos do dia a dia. Pelo conjunto do habitáculo, nota 9.

Externamente, as linhas do Captiva ainda parecem atuais - embora a concorrência, a exemplo do Hyundai ix35, já dê alguns passos à frente. A altura mínima de 200 mm em relação ao solo garante destaque ao Chevrolet por onde ele passe. Também garante ampla visão para quem dirige - um dado muito valorizado pelas mulheres.

Parte do para-choque de plástico na cor preta, assim como molduras das portas, deram visual descolado ao Ecotec. Rodas de alumínio aro 17 valorizam o design externo, que merece, pelo conjunto, nota 8.

Por R$ 84 mil, o carro não oferece bancos de couro nem sensor de estacionamento. Você apostaria na emoção ou na razão?


Dodge Journey
O Dodge Journey está presente em dois importantes momentos da Chrysler aqui no Brasil. Apresentado em 2008, o crossover era o primeiro modelo da marca a ser comercializado no País após recente divórcio com a Daimler. Agora - cerca de dois anos depois -, o Journey reinventa-se na versão econômica SE (R$ 85,9 mil) quando as esperanças estão renovadas com a parceria estratégica com a Fiat.

O Journey SE é equipado com o mesmo motor 2.7 V6 a gasolina de 185 cv e torque de 25,4 mkgf das configurações intermediária SXT (R$ 99,9 mil) e topo de linha RT (R$ 107,9 mil). A transmissão é automática de seis velocidades, com opção de trocas manuais pela alavanca.

Para ficar mais em conta, atrair o consumidor e ampliar as vendas, a Dodge - comandada, assim como a Jeep, pela Chrysler - tirou alguns itens de série como rodas de liga leve, ajustes elétricos do banco do motorista, sensor de estacionamento, revestimento dos bancos em couro, entre outros mimos. No entanto, manteve alguns dos principais itens de conforto e segurança: air bag duplo frontal, lateral e tipo cortina, freis com ABS, controle de estabilidade (ESP), direção elétrica, ar-condicionado e CD player com MP3.

O grande destaque do SE, no entanto, é o mesmo das outras versões: o amplo espaço interno. Apto a levar até cinco passageiros de forma extremamente confortável - as outras configurações têm a terceira fileira para levar mais dois ocupantes -, o Jorney tem 4,88 metros de comprimento, 2,89 metros de distância entre os eixos e 1,74 metro de altura.

O porta-malas também é amplo, com 758 litros - pode atingir 1.461 litros com os bancos traseiros (deslizantes e reclináveis) rebatidos. Nota 9,5.

O acabamento é honesto. Longe das opções superiores, já que os bancos são revestidos com tecido, os materiais plásticos utilizados têm boa qualidade. E os encaixes das peças são perfeitos. Ponto negativo apenas para o simplório painel de instrumentos. A Dodge poderia ter adotado velocímetro e conta-giros maiores.

Por fora, o Journey é imponente. Conquista os que gostam de carros mais invocados. O crossover exala o estilo americano de ser com suas formas robustas: quadradão, grade do radiador imponente, lateral com linha de cintura alta e traseira bem resolvida. Nota 8.

Rodando, no entanto, o Journey SE vacila. Apesar do motorzão seis cilindros sob o capô, o Dodge é moroso. As acelerações e retomadas são lentas - apesar de o ronco ser alto. A culpa talvez esteja no peso elevado (1.940 quilos) e na transmissão de seis velocidades com relação ligeiramente alongada. Relação mais curta nas primeiras marchas poderia deixar o crossover mais esperto. A suspensão com acerto rígido agrada e não tira o conforto. Ponto positivo para o isolamento acústico. Nota 7 para conjunto câmbio e motor.

O Journey tem os requisitos para ser familiar. A versão SE, com sua calotinha, é um pouco mais em conta e torna-se interessante pelo custo-benefício. O desempenho poderia ser melhorado, hein Dodge? (Marcelo Monegato)

VEREDICTO

Chevrolet Captiva Ecotec e Dodge Journey SE focam o mesmo perfil de comprador: aquele que busca, em primeiro lugar, espaço e conforto acima da média não apenas para o condutor, mas também para os demais passageiros.

E apesar de terem motores potentes, ambos deixam a desejar no quesito desempenho.

No fator custo-benefício, os dois voltam a se equiparar. No universo acima dos R$ 80 mil, o fato de o Captiva custar R$ 1.900 menos e oferecer a mais apenas rodas de liga leve de 17 polegadas e faróis de neblina não é tão determinante.

Determinante é a vida à bordo. E neste ponto, o Journey é melhor. É maior, mais alto e tem distância entre os eixos superior - apesar de o porta-malas menor. Por isso, o Dodge é o vencedor.

Números

Chevrolet Captiva 2.4 Ecotec

Dodge Journey SE

Motor

Ecotec 2.4 16V a gasolina

2.7 V6 a gasolina

Potência

171 cv a 6.200 rpm

185 cv a 5.500 rpm

Torque

22,2 mkgf (g) a 5.100 rpm /

25,4 mkgf a 4.000 rpm

Velocidade máxima

180 km/h

182 km/h

Aceleração de 0 a 100 km/h

11,3 s

10,8 s

Comprimento

4,57 metros

4,88 metros

Altura

1,70 metro

1,74 metro

Distância entre eixos

2,70 metros

2,89 metros

Peso

1.678 quilos

1.940 quilos

Porta-malas

821 litros

758 litros (até o teto)

Tanque

72 litros

76 litros

Equipamentos

Chevrolet Captiva 2.4 Ecotec

Dodge Journey SE

Preço básico

R$ 84 mil

R$ 85,7 mil

Air bags

Série (frontais e laterais)

Série (frontais, laterais e tipo cortina)

Ar-condicionado

Série

Série

Bancos revestidos de couro

Opcionais (R$ 2.500)

Não disponíveis

CD player com MP3

Série

Série

Comando de voz

Não disponível

Não disponível

Computador de bordo

Série

Série

Controlador de velocidade

Série

Não disponível

Direção hidráulica

Série

Série

Faróis de neblina

Série

Não disponíveis

Freios ABS

Série

Série

Rodas de liga leve

Série (17 polegadas)

Não disponíveis

Sensor de estacionamento

Opcional (R$ 900)

Não disponível

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Chevrolet confirma versão 2SS do Camaro para o Brasil

Depois de anunciar o motor V8 6.2 litros com mais de 400 cv, a Chevrolet confirmou que a versão do Camaro que vai importar para o mercado brasileiro é a 2SS. Ela é a topo de linha do modelo, por isso o preço, ainda não divulgado, também deverá ser “top”.

Na parte estética, destaca-se as rodas de alumínio de 20 polegadas - de tala 8' na dianteira e 9' na traseira -, que deixam à mostra os enormes discos de freios (com 35,5 cm de diâmetro e 3,2 cm de espessura na dianteira e 36,5 cm de diâmetro e 2,8 de espessura na traseira) e as pinças Brembo.

Calçando as rodas estão os pneus de medida 245/45 ZR20 na dianteira e 275/40 ZR 20 na traseira, de acordo com comunicado divulgado pela GM.

Outra novidade são as cores. O Chevrolet Camaro estará inicialmente disponível no Brasil em cinco opções: vermelho, amarelo, branco, preto e prata.

O modelo será apresentado no Salão do Automóvel, que acontece de 27 de outubro a 7 de novembro em São Paulo.

Por se tratar de um ícone da GM, a montadora afirma que vai criar um hot site para o modelo e twitter oficial no Brasil. “É um ícone, um sonho sobre rodas. Um carro que desperta a paixão em qualquer um que o dirija ou simplesmente olhe para ele”, afirma o presidente da GM da América do Sul, Jaime Ardila.

Com visual muito próximo ao conceito original, o Camaro 2010 retrata a herança de sua primeira geração, produzida de 1967 a 1969. O modelo é ainda um dos protagonistas do filme “Transformers”.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Carros Chevrolet

A Chevrolet fechou o ano de 2009 registrando um novo recorde de vendas no mercado interno, bem próximo ao patamar de 600 mil veículos. Foram, precisamente, 595.536 unidades vendidas e emplacadas no mercado brasileiro total, com uma participação de 19,0%. Portanto, a marca Chevrolet superou em 46.596 unidades o recorde anterior, de 2008, que foi de 548.943 unidades. Este foi o melhor resultado da GM no País que, no próximo dia 26 deste mês de janeiro, completará 85 anos de atividades no Brasil. A marca assinalada consolida ainda mais a força da subsidiária brasileira, terceira maior operação da GM no mundo depois dos Estados Unidos e China.

A Chevrolet também registrou, em dezembro de 2009, o melhor mês de dezembro de sua história, com 53.742 unidades, superando em 4.511 unidades o recorde anterior, de dezembro de 2007, que foi de 49.231 veículos. Considerando apenas os segmentos em que a Chevrolet atua, ou sejam, veículos de passageiros e comerciais leves, sua participação chegou a 20%.

A Chevrolet vem registrando crescimento com sucessivos recordes de vendas. Em 2007, as vendas chegaram a 498.693 veículos, marca superada em 2008, com 548.943 unidades. Agora, em 2009, as vendas chegaram próximas ao patamar de 600 mil unidades.

Jaime Ardila, presidente da General Motors do Brasil e Mercosul, comemora os resultados destacando que a subsidiária brasileira, além de ser um dos cinco centros mundiais de criação e desenvolvimento de veículos, nos campos da engenharia, design e manufatura, também tem obtido lucratividade nos últimos anos e mantido inalterado seu cronograma de investimentos no País.

"Além da lucratividade da empresa no Brasil também buscamos dar sequência, sem alteração, ao nosso cronograma de investimentos no País. 2009 foi o ano da superação, em que cada colaborador da GM participou decisivamente dos esforços para vencer as adversidades de um mercado impactado pela crise global e soube usar a criatividade para reiventar a companhia", destaca Jaime Ardila.

José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil, lembra que em relação à marca Chevrolet no mundo, o mercado brasileiro é o segundo maior em tamanho, só ficando atrás do mercado norte-americano. Para ele, "a GM não só manteve todos os seus projetos, mas também foi a primeira empresa do setor a anunciar um grande investimento de expansão no auge da crise. Os R$ 2 bilhões anunciados em julho de 2009 para a expansão da fábrica de Gravataí e desenvolvimento de uma nova família de veículos, foram parte de um plano de investimento de R$ 5 bilhões, que serão aplicados no Brasil até 2012. Esta é uma prova inequívoca do compromisso da GM com o País”.

Este programa de investimentos inclui o Programa Viva. Seu primeiro produto, o hatchback pequeno Agile foi lançado em outubro de 2009, já se constituindo em um grande sucesso de vendas e também junto à mídia, conquistando prêmios expressivos como ‘Carro do Ano®’, da Revista Autoesporte, ‘Melhor Veículo Nacional’ e ‘Carro Abiauto’ de 2009 - estes dois últimos conferidos por um júri de 73 jornalistas especializados integrantes da Associação Brasileira da Imprensa Automotiva – ABIAUTO, e ainda 'O Melhor de Auto Press 2010', título conferido pelos editores dos jornais que utilizam o conteúdo editorial da Agência Auto Press. O segundo modelo do Programa Viva está previsto para ser lançado no segundo semestre de 2010. A GM também investe, dentre outros projetos, na construção de uma nova fábrica de motores e componentes automotivos, localizada em Joinville (SC), que entrará em operação no final de 2011 ou início de 2012.

Marcos Munhoz, diretor geral de Marketing e Vendas da Chevrolet, acentua ainda que a linha de modelos da marca Chevrolet é a maior oferecida pelo setor automobilístico brasileiro no País, com 18 modelos: Celta, Classic, Prisma, Corsa hatchback, Corsa sedã, Agile, Astra hatchback, Astra sedã, Vectra sedã, Vectra GT (hatchback), Omega, monovolumes Meriva e Zafira, utilitários esportivos Blazer e Captiva e picapes Montana e S10 Cabine Simples e S10 Cabine Dupla.

Histórico de sucesso

Fundada em 26 de janeiro de 1925, quando montava veículos importados em galpões alugados no Bairro do Ipiranga, na capital paulista, a GM do Brasil chega aos 85 anos de atividades no País no próximo dia 26, na condição de a empresa da indústria automobilística que tem a tradição de oferecer ao mercado brasileiro os veículos com a mais avançada tecnologia, além de serem modernos, seguros e confortáveis.

A GM do Brasil tem três complexos industriais que produzem veículos, em São Caetano do Sul (Região do ABCD paulista) e São José dos Campos (Região do Vale do Paraíba), ambos no Estado de São Paulo e Gravataí (RS).

Em São Caetano, atualmente, são produzidos os modelos Classic, Corsa hatchback, Corsa sedã, Astra hatchback, Astra sedã, Vectra sedã, Vectra GT (hatchback). Em São José dos Campos, os modelos Corsa hatchback, Corsa sedã, monovolumes Meriva e Zafira, picapes Montana, utilitário-esportivo Blazer e S10 Cabine Simples e S10 Cabine Dupla. Em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, dois modelos, Celta e Prisma. Em Rosario, Argentina, são produzidos os modelos Agile e Classic.

Além destas fábricas a GM também tem um Complexo Industrial em Mogi das Cruzes (SP), onde produz componentes estampados e peças, um Centro de Distribuição de Peças em Sorocaba (SP) e o Campo de Provas da Cruz Alta (CPCA) em Indaiatuba (SP), que é o mais moderno e completo da América Latina e um dos mais avançados do mundo. Em todas as suas atividades no país a GM emprega um efetivo em torno de 21 mil funcionários.

Chevrolet Hall

Com o Chevrolet Hall, Belo Horizonte entrou definitivamente no roteiro das turnês de importantes artistas nacionais e internacionais. Já passaram pelo palco do Chevrolet Hall nomes como Alanis Morisette, Caetano Veloso, Ibrahim Ferrer, Gilberto Gil, Norah Jones, Marisa Monte, Mercedes Sosa, Milton Nascimento, Rita Lee e ainda vários outros.

A casa adota o estilo moderno e informal das grandes arenas e oferece espaço para a música em todas suas vertentes. Essas características fazem do Chevrolet Hall uma casa de espetáculos receptiva aos mais diversos públicos e uma importante referência cultural para a cidade.

A configuração de seu ambiente permite a flexibilização de uso. A casa conta com teatro, arena, sala multiuso e quadras; distribuídos em três pisos. São 11.600 m² de área coberta. Assim, além dos shows, o Chevrolet Hall é palco também para feiras, palestras, apresentações circenses e teatrais, recepções e eventos esportivos e empresariais.

O projeto arquitetônico foi inteiramente planejado com cuidados sócio-ambientais. Por esse motivo, na realização de muitos eventos são utilizadas apenas iluminação e ventilação naturais. E a estrutura da casa possibilita a acessibilidade de todos os públicos, permitindo o deslocamento e a acomodação, de forma fácil e segura, de pessoas portadoras de necessidades especiais.